Por volta das 21h30, a ráidio Bandnews FM de São Paulo divulgou mensagens dos ouvintes que afirmavam que estava faltando luz em diversos pontos da capital. A partir daí, a locutora não parou mais de informar com a participação de ouvintes de outras cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná que também passaram a denunciaram a falta de luz.
Na mesma hora corri para os portais de notícia para ver o que estava acontecendo: O G1 e o R7 publicaram pouco tempo depois notas sobre o acontecimento, sendo que o da Record apresenta texto repetitivo e sem informações importantes. O da Globo já afirma que foi problema na usina de Itaipú. Até aí tudo bem, porque a essa hora da noite ninguém atende o telefone.
Agora estou ouvindo a CBN de São Paulo que vai além dos ouvintes, traz os repórteres com informações das cidades atingidas... isso é muito bom porque dá credibilidade ao veículo.
O pior de tudo é que agora há pouco estava lendo um texto do livro "Manual do Foca" de Thais de Mendonça que quastionava o que era notícia. Um acontecimento como esse é notícia porque realmente trata da proximidade (é um tema que mexe com muitas pessoas), em diversos aspectos, inclusive econômicos, pois muitos serviços estão sem funcionar pela falta de energia.
E essa notícia chegou primeiro no rádio. Talvez eu seja um dos primeiros potiguares a saber dessa informação e através do rádio. Por aqui não há radioescuta e a maioria das empresas não têm plantonistas. E apesar de não termos um rádio que realmente traga para o ouvinte o novo, que fure a concorrência, eu ainda amo esse meio de comunicação.
Ele chega a lugares onde nem mesmo as pessoas chegam e transmite informação em tempo real, muito melhor até do que o telefone ou o celular. Um bom exemplo acontece agora mesmo: Algumas operadoras de celular não funcionam neste momento na região sudeste e o mais interessante é que o rádio continua por lá. Basta ter pilha e você fica por dentro de tudo, o sinal é um só que vai longe, muito longe.
Enfim, este meio de comunicação fantástico que me fascina a cada dia, se revigora a cada "furo". Talves os jornais publiquem amanhã, mas, certamente, o rádio já estará discutindo os danos e achanbdo os culpados. Rádio é isso: é estar a frente de todos os outros meios; é se pautar nos fatos, e não nos jornais; é estar presente na vida das pessoas, pois ele é feito para elas com fatos que são de interesse público. Só espero chegar um dia, a trabalhar com radiojornalismo de verdade.

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